12
jun
2012

Deu o que falar…

Deu o Que Falar, Lifestyle

O DQF saiu atrasado porque a gente não se programou, mas saiu! Antes tarde do que nunca!

1 – #BlogueiraSangrenta

Se você for prestar atenção nas hashtags do Twitter, vai ver que tem muito mais besteira do que algo que valha a pena. Já falamos em DQF anteriores de alguns exemplos – #46nãoentra e #melissafail – que valeram a pena pelo fato de mostrar que o povo tem voz e muitas marcas ainda não estão preparadas para esse bombardeio, quando ele acontece.

Só que ontem, quem entrou no Twitter à tarde deve ter visto uma # que chamou a atenção: #BlogueiraSangrenta. Quem tava fazendo algo melhor que ficar no Twitter e perdeu essa, tem mais explicações aqui e aqui, mas resumindo, foi uma manifestação contra blogueiras que usam pele verdadeira.

De início, achamos a ideia boa. Realmente, não faz sentido o uso de pele verdadeira no Brasil. Já vimos tantos modelos falsos que não deixam NADA a dever pros verdadeiros e que esquentam praticamente a mesma coisa (isso é, o suficiente para as nossas temperaturas) que só podemos concordar que vender, comprar ou usar um modelo verdadeiro soa como ostentação.

Ontem foi o dia em que muitas marcas ficaram de cabelo em pé para se posicionarem rapidamente e várias outras não se posicionaram, mas temos certeza que também demoraram pra dormir.

Só que, o que era pra ser algo muito bom, virou agressividade. Claro que, no meio do “Twittaço”, várias pessoas são ativistas mesmo e lutam todo dia pra que as coisas melhorem. Mas o discurso inflamado de 80% nos lembrou aquele tipo de revolta com políticos, que na votação seguinte, todo mundo já esqueceu e vota de novo, sabem? Ou então que reclamam, esquecem e depois não querem mais saber de cobrar.

Temos certeza que muita gente participou só para atacar, participar da polêmica e não irão se engajar de verdade. E aí, desproporcionalmente falando, fica tão feio quanto quem usa pele.

 

2 – Posição realista sobre o mundo da moda

Esse assunto tem menos de DQF e é muito mais uma indicação de leitura. Em uma ótima (e realista) entrevista, Herchcovitch conta para a Folha que quem quer sobreviver no Brasil também tem que se preocupar em fazer produtos para as classes C e D.

Ele não vai abrir mão de seus produtos de luxo – nem a gente quer que ele faça isso – mas concordamos com ele. Por aqui o que “tem preço” vira febre e vende que nem água. O Brasil é um país super comercial que, como Alexandre mesmo afirmou, “tem expertise de fazer roupa popular, de periguete”. A gente não curte muito o piriguetismo, mas o mercado reage incrívelmente bem a ele. Não dá pra ignorar, né?

Vale lembrar que Alexandre não vai sair por aí fazendo roupas de piriguete – ele mesmo diz que nem sabe fazer – mas que está de olho nas linhas mais populares. Achamos interessante essa visão realista de um estilista que consegue transitar muito bem por essas duas vertentes da moda.

 

3 – Jacobs x Kidult e a briga continua

Lembram que a gente falou num DQF passado da pixação na loja Marc Jacobs que acabou virando uma camiseta de US$689?

Estávamos por fora, mas a briga continua. A Sissi, amiga e finada blogueira, mandou pra gente um link mostrando a evolução da história depois que Marc Jacobs resolveu usar a “art” de Kidult para ganhar dinheiro, muito dinheiro. 

O grafiteiro não deve ter ficado contente com a apropriação de sua rebeldia e já está vendendo a sua versão da história, em camiseta, claro, por 6,89 euros (vocês acham que ele ia perder a piada?). Pra ver a linha do tempo dessa confusão, é só clicar aqui. Achamos que dá uma boa discussão sobre quem tá se apoiando em quem pra ganhar destaque, não acham?

4 respostas a Deu o que falar…

  1. Lyanna disse:

    A entrevista do Alexandre Herchcovitch foi das coisas mais sensatas e sinceras que já se disse sobre moda no Brasil, concordo inteiramente sobre tudo que ele falou e compartilho sobre a roupa para piriguete, se ele não sabe fazer, eu não sei usar!!!
    Em relação ao twitaço do blogueira sangrenta tive a mesma impressão que vcs e me deu até preguiça, apesar de ser um assunto super importante e polêmico, mas a forma como é abordada às vezes pode ser tão nociva quanto quem usa pele verdadeira

  2. mari disse:

    A questao nao é se o pelo verdadeiro esquenta e por isso nao faz sentido ser usado no Brasil !!!! A questao é matar, sacrificar, judiar de animais para fins futeis !!!!

    • Carla disse:

      Mari, já ouvimos de pessoa que tem plena noção do que é e como é feito um casaco de pele, que não consegue deixar de usar porque é simplesmente a opção mais prática para o dia a dia de um inverno de -20, -30 (o que não quer dizer que, por esse motivo, ela compra um a cada inverno. Ao contrário, até).

      Acho um absurdo, nunca usei e nem quero usar nada desse gênero, mas não posso ser extremista em um assunto que eu sou ignorante. Agora, no Brasil, sim, eu tenho respaldo para poder falar que não faz sentido, porque é pra um fim fútil mesmo, concordo 100% contigo!

      Beijos

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