Você está navegando na categoria: "Viagem"

19
out
2014

Trip tips: minha peculiar São Francisco!

Estados Unidos, Viagem

Quem notou que eu não dividi minhas dicas de São Francisco, não estranhou errado. Hoje faz exatamente um mês que eu sai de lá e eu ainda não tinha conseguido parar para refletir como seria meu primeiro texto sobre a cidade.

Eu tenho que dividir com vocês minhas programações, os passeios, os visuais, os bares e, claro, as compras.  Escolhi aproveitar a viagem da NYFW para esticar e conhecer essa cidade que uns amam e outros odeiam (quase simples assim) e fiquei 4 dias inteiros por lá.

Antes da gente seguir com o texto, eu acho que vale mencionar que eu adoro NYC e curto várias coisas nos EUA. Ainda assim, sou uma pessoa que se encontra por completo na Europa, seja nos destinos mais exóticos ou numa praia onde possa sair nadando, sem risco de tubarões, obviamente…

Joana-em-san-fan

No meu caso, eu me enquadrei no time que adorou São Francisco. Não é um sentimento como o que tenho por Paris, Londres ou Mykonos, é um amor com ajustes de expectativas… Dentro do que era possível, eu adorei a cidade, me apaixonei pela Golden Gate, adorei suas trilhas e parques. E já estou fazendo planos para voltar e conhecer Sonoma e Napa.

O primeiro motivo pelo qual São Francisco caiu nas minhas graças se deu pela loucura e irreverência da cidade. Quando você anda a pé, de cable car, de ônibus ou metrô, é possível notar uma mistura muito grande de pessoas “comuns”,  vivendo suas rotinas comuns, com um grupo de pessoas que eu só consigo descrever como muito figuras. Dos perfeitos estereótipos dos amigos de Tupac, até moradores de rua falando sozinhos ou mesmo loucos de carteirinha, daqueles que você acha que estariam melhor em um hospício.

Não consigo esquecer que uma das primeiras coisas que vi ao andar pela cidade foi um homem de aparência normal pegar um tênis do chão e cheirar a meia. Depois disso eu pensei: “que lugar peculiar!” (afinal a cena se dava numa rua normal, de um bairro comum) e desde então, essa perspectiva não saiu da minha cabeça. Mais e mais coisas foram acontecendo para corroborar com essa impressão e eu fui me divertindo em perceber a cidade com esse olhar.

Na rua, uma senhora ficou me encarando e falando coisas para si mesma (não consegui entender o que era), na praça, um senhor oriental ficou me olhando de cima a baixo e começou a tentar se comunicar comigo…em chinês (!) e num café, um ex viciado (com aparência de ainda viciado) deu uma palestra sobre os traficantes do lugar. Ah, também teve no ônibus dois caras que mais pareciam personagens de 8 Mile e que ficaram nos encarando com seus dentes de ouro e roupas de tendência oversized. Uma coisa eu preciso DEIXAR CLARO: em momento algum parecia que alguém iria fazer alguma coisa conosco, tudo foi estranho, mas aparentementeseguro e engraçado. Só que diferente do habitual.

Esse foi o lado mais doido que eu pude notar em São Francisco, um acúmulo de “malucos beleza” em uma cidade que, pra mim, foi super segura e dividida. Afinal, quando você saía da área mais cheia e ia para um lugar residencial, mais chique, não era possível ver nada disso, tudo parecia invisível aos olhos dos moradores.

Tirando a peculiaridade que pude notar em alguns lugares da cidade, tudo me pareceu muito comum. Um ótimo lugar para quem quer viver uma experiência turística diferente do óbvio.

A língua local? O inglês, mas muita gente fala chinês e espanhol, por isso, nos transportes públicos todo anúncio é feito nas 3 línguas. Outra coisa legal é a China Town de lá. Como é uma das maiores comunidades chinesas dos EUA (se não a maior), o bairro dedicado às pessoas dessa descendência apenas tem placas em símbolos, é super legal ver um pedaço da Ásia em plena Califórnia.

san-fran

A verdade é que São Francisco é incrível por misturar gente de todo o lugar, em uma cidade onde é possível viver a natureza no meio de um centro urbano, com praia, baía, muitos parques, trilhas e visuais muito especiais. Sem falar nas subidas e descidas que malham qualquer perna (eu voltei com as pernas muito trabalhadas).

Eu amei muitas coisas na cidade, dos programas mais comuns como o Pier 39 + Fisherman’s Wharf, o passeio no Golden Gate Park, o fim de tarde na Castro, as comidas com pegada mexicana, a casinha de Full House, a fábrica de chocolate, entre outras coisas. Vou contar tudo que fiz no próximo Trip Tips.

baker-beach

O que eu não imaginava é que meu programa favorito na cidade toda seria uma trilha/caminhada, que durou 4 horas e meia. Nela vimos a Golden Gate, ponte mais linda que eu já vi, de todos os ângulos possíveis imaginários, de longe, de perto, nela, do outro lado… Até caminharmos numa mata (de filme) e chegarmos numa praia, a Baker Beach. Lá sentamos no sol e admiramos o cenário, com gente vestida e gente pelada na maior paz.

cable-car

Nessa hora entendi a miscelânea que é São Francisco. Uma cidade para gays, para amantes das galerias de arte, para os interessados em tecnologia, para os viajantes que amam conhecer o mundo (além de fazer compras) e para aqueles que querem ser quem desejam sem nenhum tipo de máscara.

Eu tive um guia único e não posso negar que ele fez 100% de diferença na minha aventura em San Fran! Meu amigo Lucas Pinheiro mora na cidade e dividiu comigo muitas coisas especiais sobre o lugar. Com certeza no segundo post sobre a cidade, eu vou contar tudo que fizemos e dar dicas de bares, compras e passeios.

Só não queria chegar compartilhando meu roteiro antes de falar o que mais me impressionou nessa cidade tão única que se chama São Francisco.

Se você, como eu, ama notar detalhes do comportamento humano, sem dúvida precisa prestar atenção nos detalhes da cidade. Apesar da esquisitice, é uma experiência única, posso garantir!

Beijos

Obs: Preciso dar os créditos a alguém que quase nunca me ajuda. Obrigada a você São Pedro, com frequência o senhor sabota minhas viagens (sempre em Londres). Dessa vez não vi a esperada névoa em SF, só desfrutei de sol, calor, céu azul, noite fresca e vento gostoso. 
8
out
2014

Investindo em malas!

parceria, Trip tips, Viagem

Como vocês sabem, eu sou uma APAIXONADA por todo o processo que inclui uma viagem. Desde comprar passagem, planejar o roteiro, fazer wishlist, escolher os looks e, por mais que muita gente odeie essa parte, curto muito fazer as malas. Comigo TUDO que envolve uma viagem é muito pensado, muito mesmo.

Há uns dois anos comecei a desenvolver um desejo por boas malas para viajar, antes disso “eu me virava com qualquer coisa”. Já tive umas malas legais e outras nem tanto, algumas pesadas, outras de tamanho não ideal, sem contar as que não duravam muito. Com o tempo eu fui amadurecendo, melhorando meu processo de organizar viagens, e assim, quando eu me vi, já estava pesquisando malas de qualidade, com alta durabilidade e – por que não admitir? – bonitas também.

Nesse meu interesse por malas, meu primeiro desejo era mala de mão. A ideia era comprar uma que durasse bastante, fosse leve, de qualidade e que tivesse o melhor custo benefício, já que eu sabia que estava procurando um produto mais caro. Foi aí que eu entrei no mundo das pesquisas de diferentes marcas pelo mundo.

Foi durante meu mês de estudos em Paris (lá em 2012) que meu radar para essa categoria começou a funcionar, e foi na Galeries Lafayette que eu conheci a Roncato. O rapaz da loja me contou que a marca é vendida para mais ou menos o mesmo público da Rimowa, com um produto top de linha incrível e com um preço competitivo (sem falar que as malas são um pouco mais leves).

malas-roncato-joanaNa época acabei exagerando nas compras da viagem e fui enrolando para dar meu upgrade nas malas. Os anos se passaram, a minha quantidade de viagens aumentou sensivelmente e de lá para cá não deu mais para enrolar, o que antes era apenas um capricho de uma viajante apaixonada pelo tema, virou necessidade! E foi meio nesse contexto que conheci mais sobre a Roncato.

A marca é de 1950, é italiana e super tradicional. A marca conta com modelos de diferentes faixas de preço, alguns feitos 100% na Itália e outros não, mas sempre com um ótimo padrão de qualidade. Tem vários pontos de venda pelo mundo e é bem fácil de encontrar.

Não posso deixar de comentar que a marca tem uma política de equalização dos preços com os valores no exterior, então, os preços são competitivos tanto aqui quanto na Europa. Dá para pesquisar e ver que é por ai mesmo.

foto-de-look-Essa é a minha mala média, uma edição limitada exclusiva, de um artista de rua italiano, chamado Alessio B.

Nos emails que eu troquei com o pessoal da marca, eu cheguei à conclusão que o melhor kit para mim, nesse momento, seria o  UNO ZSL. Eu optei por uma mala bem grande (que uso nas viagens internacionais), uma mala média (para minhas viagens nacionais de trabalho e lazer) e afiel escudeira mala de mão. As malas do kit Uno têm 10 anos de garantia (o que eu já gostei), são feitas na Itália (com a maior tecnologia) e de quebra são super leves (critério fundamental para alguém que já pagou excesso de peso algumas vezes!).

parte-das-malas

Eu usei o kit na minha última viagem aos EUA, além de já ter estreado na ponte aérea essa semana. Eu só quis falar sobre as malas depois dessas várias experiências (8 voos) de aeroportos.

A verdade é que todos os meus voos deram muito certo com elas. O cadeado embutido TSA foi uma mão na roda, já que não corre o risco da fiscalização americana arrombar sua mala caso não consiga abrir seu cadeado normal, sem falar no espaço interno e no peso (volto a dizer, achei que seriam super pesadas e não são). Outro fator importante pra mim foi a excelente rolagem de rodas, confesso que entre um trem e um metrô para o aeroporto isso fez muita diferença.

Confesso que tinha medo da mala grande não caber o tanto de coisa que minha mala anterior cabia, mas me enganei, coube tudo e mais um pouco. Sem transtorno algum trouxe a mala grande com seu limite de 32kg (sim, eu peguei pesado no peso dessa viagem).

Sem dúvida alguma essas são as melhores malas que eu já tive, e já estou pensando em outra grandona para complementar o meu kit (uma vermelha dessa vez). Confesso que eu acabo levando e/ou trazendo bastante coisa quando vou ao exterior, então, duas malas grandes são o ideal para minhas viagens internacionais. Juro que não sou exagerada, por isso, botarei a culpa nas minhas coisas grandes e que ocupam muito espaço (o que não deixa de ser uma verdade)! rs

Se você está procurando comprar uma boa mala ou um bom kit, vale dar uma olhada na Roncato. No Rio tem uma loja grande no Barrashopping, um espaço no Shopping Botafogo e o e-commerce (que ainda tem um outlet). A loja também tem loja em Brasília. :)

Beijos

Esse post se enquadra na categoria de “parceria”, para entender como isso funciona é só vir no FAQ.
3
out
2014

Trip tips: boas dicas para quem vai para os EUA!

Estados Unidos, NYC, Viagem

Apesar de sempre usarmos esse espaço para indicar lugares novos para se conhecer, hoje resolvi ser bem literal e realmente dar dicas de viagens (ou trip tips! rs). São duas boas experiências que eu tive durante minha viagem para os Estados Unidos que eu achava que mereciam destaque por aqui!

1. Chip americano

chip

A primeira boa experiência veio com um jabá (presente) que eu não estava esperando e me surpreendeu. Mais ou menos uma semana antes de eu embarcar, a empresa Travel Mobile Brasil nos procurou e sugeriu que eu experimentasse seus serviços. Topei! Dias antes de eu embarcar, chegou em casa um chip com um plano americano pré pago, perfeito para o meu perfil.

Conversei com o Rogério sobre minha viagem e chegamos a um plano bem legal:

USD 65,00 | Ilimitado 65 – válido por 30 dias

• Chamadas ilimitadas (local e interurbano dentro dos EUA)
• Torpedos ilimitados (nacionais e internacional)
• Internet ilimitada com os primeiros  4 GB em alta velocidade
• Mensagens de voz
• Identificador de chamadas
• USD 10,00 de crédito para realizar chamadas internacionais
• Chamada em espera
+ Opção de compra de créditos para ligações internacionais, mínimo de USD 10,00

Eu, que já usei minha operadora nos EUA (mais de uma vez) e já comprei chip na Europa (um inglês e um Orange em Paris), posso dizer que achei mais prático assim. Gostei muito de colocar o chip no celular antes de sair do avião e não ter que ficar me preocupando em procurar operadoras pelas ruas para habilitar o celular.

As ligações internacionais permitiam 500 minutos para telefones fixos do Rio e SP, mas nem cheguei perto de gastar isso tudo. Consegui ligar para restaurantes, amigas e afins, liguei para cá para minha mãe e o namorado e fui embora com muitos minutos sobrando. Em compensação, os dados de internet foram muito bem usados. Consegui gastar os 4GB que eu tinha nesses 10 dias, mas não consegui essa proeza apenas com o celular! Usei o acesso pessoal para compartilhar a internet para o meu computador, já que nos dias que eu fiquei no Empire, o wi-fi era cobrado à parte!

O sinal foi ótimo, e todas as dúvidas que eu tive, falei com eles por email e deu tudo certo. Gostei tanto que quis postar aqui, acho que pra mim foi a opção mais prática que eu encontrei até o momento. Foi uma ótima experiência, que com certeza eu irei repetir em outras viagens.

Eu falei com eles por email, mas já vi que tem como contactá-los pelo site.

2. UBER

uber

A outra dica que vou dar hoje é o UBER. Sei que ele existe no Brasil e em mais lugares do mundo, mas usei pela primeira vez nos EUA, a esmagadora maioria em NYC e apenas uma vez em São Francisco, então posso falar de carteirinha o quanto gostei desse serviço.

Ganhamos um voucher para usar o Uber em alguns dias de semana de moda e depois que o crédito acabou, eu já estava tão acostumada com o serviço que continuei usando. As vezes não é tão fácil encontrar um taxi em NYC e o Uber foi uma ótima opção.

O app chama alguns tipos de carro, você altera eles em uma linha horizontal. Eles se chamam: UberT  (que chama o taxi amarelo), o UberX (que chama o low cost do Uber) e o UberXL (chama carro que cabem de 5 a 6 pessoas) e o Uber Black (que é o original). Eu usei entre o X e o XL várias vezes e foi ótimo.

Uber-2

Ele custa um pouco mais que um táxi, mas seu cartão já fica registrado no aplicativo e você não precisa nem abrir a bolsa para pegar a carteira. Todos os motoristas que eu peguei foram super gentis e educados (alguns tinham até garrafinha de água para oferecer!), se foi sorte ou se foi o Uber, acho que nunca vou ficar sabendo, mas não pode ser apenas uma coincidência, pode? rs Quem estiver em um grupo de 4 pessoas, provavelmente vai preferir andar no Uber aos taxis amarelos (que divide a parte da frente e de trás do carro). Grupos de 5 vão economizar, já que mesmo a corrida sendo mais cara que o taxi comum, vai sair mais barata que dois amarelinhos.

A única coisa que vale ficar de olho é que nos horários de pico as tarifas sobem, e para distâncias maiores isso pode ser um risco para o bolso.

Acho que ele pode não ser o plano A de todo mundo, mas certamente é um plano B que funciona demais. Eu recomendo ter ele prontinho e a postos em caso de necessidade.

Esses foram dois serviços que entraram na minha vida nessa viagem e eu já aderi! Alguém mais também se utiliza deles?

Beijos

Página 3 de 6012345...102030...Última »