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14
set
2010

Trip Tips: Praga de mochila

Trip tips, Viagem, Viagens

Então esse é mais um post do meu mochilão (Jô) que rolou no início de 2008 e atualmente estamos relatando cada destino da viagem em um post semanal.

Nessa semana demorou para sair pois ontem teve show de posts novos então não entrou no ar na segunda como de costume!

Para quem tem curiosidade com o assunto nós contamos como se preparar para esse tipo de viagem por aqui e depois falamos de cidade em cidade!

A cidade de destino desse post é a capital da República Tcheca: Praga

A maior curiosidade que eu vejo com relação a Praga é a história. A cidade é um destino famoso dos turistas, e de todas as cidades com histórias semelhantes talvez seja a mais visitada.

A coleção passada da Eclectic foi baseada no leste Europeu e eles pediram que eu contasse minha experiência por lá… Quem leu já vai conhecer essa história, mas para quem não era leitora na época nem nossa e nem deles, pode conferir agora no (f)utilidades!

Quando chegamos em Praga éramos cinco mulheres, todas que estavam em Dublin no post passado do mochilão. Nossas cidades de origem eram bem diferentes, eu, Lica e Jucha do Rio de Janeiro, Izabel de Fortaleza e a Monica de São Paulo. Saímos de Dublin durante a noite e chegamos em Praga bem tarde (inclusive achamos que deve ter sido o maior voo que fizemos na Europa). Trocamos dinheiro no aeroporto e resolvemos comer no Mac Donald’s mesmo. Lá notamos algumas diferenças  dos outros países, os preços eram bem inferiores aos da Espanha, França e Irlanda.

Se eu já soubesse que um dos indicadores para saber do valor das coisas é verificar o preço do Big Mac eu teria anotado, mas como não sabia apenas notamos que era muito em conta.

Ficamos em um albergue/pensão de uma senhora Tcheca que se chamava Bell, ela era uma fofa, ficamos três noites e pagamos 9 euros por noite,  ou seja,  por 27 euros dormimos em Praga em  uma ótima localização. Por lá era tudo bem pequenino, mas limpo, com um computador na cozinha e um quarto só para nós 3 (no caso eu, Li e Ju).

Após a primeira noite de sono no albergue, tomamos o café da manhã na cozinha coletiva e conhecemos uma família de húngaros, que nos apresentaram um bolo de flores típico deles muito diferente mesmo. Este foi um daqueles momentos “aprendendo  a cultura alheia e ficando tensa com isso”!

Nesse nosso primeiro dia oficial apressamos o passo para chegar na hora certa no old town square e alcançar o  “free tour“.  Em  alguns países da Europa,  faz-se um tour, grátis e a pé, todo em inglês, com um grupo e um guia. Ao final do passeio, cada um paga o que pode. Para nós, esse tour foi FUNDAMENTAL, pois tivemos a oportunidade de conhecer muitos locais típicos, desde o bairro judeu, as estruturas bem antigas, as pontes e o castelo, assim como as igrejas e sempre aprendendo a história e o porque das coisas. Não sei se teria entendido tudo sem isso!

O passeio começou na famosa praça da prefeitura que eu citei antes, a Old Town Square. Ela é rodeada por igrejas e casas muito antigas, onde de fato ocorreram diversos acontecimentos importantes na história da região . O mais incrível é ler sobre as datas e perceber o quanto as estruturas podem ser antigas.


O Old town Hall,  a prefeitura antiga que foi construída em 1338 e ainda encontra-se ali muito bem conservada, tem um estilo gótico, e  é conhecida pela torre onde fica  o relógio astronômico instalado em 1410. Várias reformas foram feitas de lá para cá! Dizem que nesse relógio podemos ver a hora, o dia, o mês, posição da terra e da lua, sua fase e as estações do ano. O comentário que todos fazem por ali é:  ”entenda, se for capaz!” (não fomos lá muito capazes! he) De lá fomos caminhando para conhecer  o bairro judeu.

Na verdade, com a guia pudemos entender a gravidade da situação que a República Tcheca tinha vivido há alguns anos atrás. Com o fim da primeira guerra mundial e a derrota do império Austro-Húngaro, os tchecos tiveram a independência de seu país, na época junto a Eslováquia, formando então a Tchecoslováquia em 1918.

Com o nazismo se espalhando pelo mundo os tchecos assistiram a mais um momento complicado; eles anexaram o país à Alemanha em 1939. Nessa época os judeus de Praga foram segregados.
Ao passear pelo bairro judeu aprendendo a respeito do que aconteceu por lá, nós todas fomos capazes de sentir algo diferente, é como se viajássemos no tempo e pudéssemos ver o que os judeus passaram na época. Ao caminhar pelas pequenas ruas e pelas sinagogas podíamos sentir esse algo diferente. Acho que foi ali que percebemos o tamanho da cultura que iríamos absorver em Praga.

Durante o passeio conhecemos um dos pontos turísticos mais importante da região, a ponte Charles Bridge, construída em 1357. Ficamos sabendo que  entre 1638 e 1928 foram anexadas estátuas e esculturas de santos nas suas laterais,  sendo que a mais famosa é a de São João.  Percebemos que todas as pessoas queriam  tocar a estátua, pois  ela é conhecida por dar sorte a quem a toca!

Após almoçarmos uma comida típica muito estranha, seguimos para o distrito do Castelo, que nada mais é  que um complexo de coisas; tem um palácio, igrejas, torres, museus, pátios, jardins e casas históricas. O distrito foi formado no século IX e a cidade continuou nos surpreendendo por ser MUITO antiga. E a Igreja que visitamos no distrito era bem interessante!

Ao  final  do passeio estávamos exaustas,  fazia muito frio, por volta de 0 graus. Mas estava rolando um momento imperdível na praça principal, uma exposição de gravuras do tcheco mais famoso na arte moderna: Alphons Mucha (Quem me chonhece sabe quanto eu amo o trabalho dele) um grande artista do Art Noveau, viveu em Paris e produziu  os principais cartazes de Sarah Bernhardt, uma super estrela dos palcos franceses na época.  Alphons Mucha retrava as mulheres e seus cabelos de uma maneira única e atemporal!  Se vocês não conhecem, eu diria “google it”.  Foi o máximo, nós todas amamos! Após essa aula de cultura, caminhamos de volta  ao albergue!

Acredite quem quiser, no caminho as 5 loucas passaram por uma lanchonete do século passado com muitos sorvetes coloridos e resolveram comer! Sim já era noite, a temperatura rondava os ZERO graus e as loucas resolveram TODAS entrar e tomar sorvete! Se não me engano, compramos macarrão e cozinhamos na cozinha do albergue, comemos e apagamos!

No outro dia,  tivemos nosso momento (f)utilidades na avenida principal “V Tunich”, onde havia  muitas lojas com achadinhos. Comprei uma sapatilha preta por um valor em coroas tchecas equivalente a 10 euros! Adorei, uso sempre e ela está firme e forte até hoje!

Tivemos  outro choque de história em Praga durante a visita ao museu do Comunismo, afinal Praga foi também parte da União Soviética. Este museu não parece um museu convencional, há salas com milhares de coisas arrumadas de maneira aleatória que conta a história da cidade na época do comunismo e sinceramente eu recomendo, não é fantástico como o museu do terror de Budapeste (essa história é assunto para daqui a duas semanas) mas é super importante para contar para nós uma história muito triste que ainda vive na memória daquelas pessoas.

Saindo de lá, comemos um cachorro quente na avenida V Tunich e fomos ver o pôr do sol lá da ponte. Esse entardecer na beira do rio rendeu mais de 100 fotos, imaginem como aproveitamos muito e com toda a calma que precisávamos!

Para nós, Praga, como cidade, seu povo, sua história é  realmente o  local ideal para inspiração, em diversos sentidos, inclusive para a moda. Ainda mais nesse momento  tão “vintage” no mundo das roupas e acessórios. Nós simplesmente  amamos tudo o que vimos! Super indicamos tudo isso!

Eu acho que a cidade tem seus defeitos, definitivamente não é o lugar mais perfeito do mundo, mas certamente eu acho que aprendi coisas muito únicas por la…

No fim do museu do comunismo eu assisti um vídeo (sim em VHS) em uma salinha que mostrava uma bagunça naquela avenida, militares lutando contra estudantes e eu fiquei muito tocada com aquela cena… Certamente passei a compreender melhor minhas aulas do colégio de história geral.

A próxima parada é VIENA na Áustria!

Dica de ouro para comer pela manhã?! Em Praga tem um café (“padaria”) que tem muitas guloseimas LINDAS e DELICIOSAS que não pode perder! É barato, tem em muitos locais pela cidade e se chama Paneria!!!!

Vale a pena conferir!

Beijos

Jo

30
ago
2010

Trip Tips: Andaluzia de mochila(parte2)

Trip tips, Viagem, Viagens

Quem vem conferindo o roteiro da minha viagem de mochila sabe que já passamos pelos seguintes lugares:

Sobre mochilão

Paris

Barcelona

Madri

Toledo & Granada

Agora chegou a vez de uma cidade super querida chamada Sevilla!

Após acordar cedo em Granada seguimos viagem de ônibus rumo à Sevilla. Durante a viagem notamos que nos organizamos mal e que chegaríamos muito tarde na cidade, sendo que nosso ônibus para Salamanca sairia às 6 horas da manhã no dia seguinte!

Eu, a Bruni e a Jucha ficamos na dúvida se pulávamos a cidade, mas ainda bem que não o fizemos. Chegando lá pegamos um ônibus circular e deixamos tudo no albergue (que tinha camas ótimas e era lindo com direito a pessoas super simpáticas). Já era quase hora do almoço e tínhamos somente aquela tarde para conhecer a cidade da melhor maneira possível e assim tentamos o fazer.

Turismo em Sevilla

Pegamos o mapa e apertamos o passo, afinal já passava de meio dia e nós tínhamos MUITA coisa para fazer.

Passamos pelo rio que cruza a cidade e fomos rumo a Plaza de Touros, onde aprendemos muito sobre touradas (o museu dentro da praça tem uma visita guiada), depois fomos à praça propriamente dita e achamos bonita, mas não gostamos muito de imaginar os touros lá… Tenso!

Depois tomamos o rumo do bairro de Santa Cruz, uma gracinha, e de lá entramos na catedral da cidade (linda!). Nela se encontra o maior orgão musical de igreja do mundo e a tumba de Colombo. Ficamos alguns minutos na igreja e resolvemos subir a Torre Geralda, de onde pode-se ver Sevilla de cima. (A subida foi BEM chatinha… Não acabava nunca!)

Após esse passeio comemos em um Starbucks lindinho e curtimos o clima da cidade, que é incrível, quase que mágico. Um dia ensolarado lá é realmente revigorante. Após esse almoço e mais um passeio corremos para pegar o Palácio Alcazar aberto, o palácio Mouro tinha todas aquelas heranças arquitetônicas do mundo árabe. Nós achamos diferente da Alhambra (em Granada) de um modo geral, mas o impacto que essa arquitetura causou era bem semelhante, adoramos os jardins e aproveitamos um fim de tarde por ali. Definitivamente valeu a correria, o lugar era lindo.

E para não deixarmos o nosso último “ponto turístico desejo” de fora corremos para ver o pôr do sol na Plaza de España! Ali fechamos os pontos que havíamos planejado conhecer. Foram mais de 6 horas de turismo intenso.

Fomos ao Corte Inglès (pra variar! hehe) e compramos comida para fazer no albergue. O local da loja era bem simpático e nos chamou a atenção a quantidade de gente andando na rua durante à noite, super badalado!

Ao chegarmos no albergue conversamos, tomamos banho e tratamos de dormir, afinal, lá para as 6 da manhã tínhamos que estar no ônibus com destino a Salamanca (para encarar 10 horas de viagem! Haja fôlego! )

Em Salamanca levei a Bruni e a Jucha para conhecerem os pontos turísticos e à noite “Salimos de Fiesta”.

De Salamanca vou falar quando eu criar coragem…

No dia seguinte fomos à tarde para Madri e à noite voamos para Dublin.

Ou seja? Próxima parada: IRLANDA!

Beijos

Jo

24
ago
2010

Trip tips: Andaluzia de mochila (parte1)

Trip tips, Viagem, Viagens

Vamos continuar a falar do meu mochilão?!

Eu, Jô, venho contando semanalmente (quando dá, né!?) as aventuras da minha viagem de mochila pela Europa no início 2008. Após o post dando dicas desse tipo de viagem, contei sobre minha primeira semana de viagem em Paris e depois das aventuras de Barcelona. Posteriormente eu passei um tempo em Salamanca (que ainda não esta registrado no blog) e continuando a viagem pela Espanha, passei um fim de semana em Madri que também veio parar por aqui!

Antes da Andaluzia, um dia em Toledo

Dando continuidade à minha viagem, eu acordei cedinho em Madri, tipo 6 horas da matina, tomei um café e encontrei duas amigas. Daí, seguimos para a rodoviária e deixamos as mochilas trancadas no locker para podermos viajar durante o dia. Compramos primeiro a passagem para Toledo e em apenas uma hora de ônibus estávamos na estação da pequena cidade medieval. Não pretendo me estender nesse assunto pois, francamente, foi uma das cidades que menos gostei, tem uma catedral, quadros antigos, sinagogas, um lindo mosteiro e outras construções que lembravam a arquitetura Moura. Para quem quer ir, eu digo que dá para ir e voltar no mesmo dia de ônibus… Mas infelizmente eu não amei não!


O mais interessante foi conhecer uma cidade que de fato é totalmente cercada por muros desde sempre.

De Toledo, voltamos para Madri, fomos jantar na cidade e retornamos à rodoviária, afinal tínhamos um ônibus marcado para 1:30 am com destino à Granada (pareciamos esses viajantes doidos que dormem em rodoviárias literalmente).

Granada

Uma e meia da manhã saímos rumo a cidade de Granada, chegamos lá por volta de 5:00 am (antes do planejado) portanto, resolvemos sentar com nossas malinhas e tirar um “cochilo” sentadas. Quando deu 6:15 am, nós achamos que apesar de estar escuro ainda o dia já já iria nascer, então poderíamos pegar um ônibus circular em direção ao nosso albergue. Esse de fato era bonitinho e bem localizado (em termos, a área era ÓTIMA mas a rua era BEM estranha).

Ao chegarmos, o dia estava QUASE nascendo. Subimos para o terraço na cobertura onde tinha o café da manhã, e ficamos comendo pão de forma e olhando o sol aparecer entre as montanhas da Sierra Nevada. Definitivamente ali foi o primeiro momento que nós 3 nos apaixonamos pela cidade.

Depois do café eu, Jucha e Bruna (minhas fiéis escudeiras) deixamos as mochilas por lá, trocamos de roupas e fomos fazer o clássico roteiro dos turistas.

Turismo em Granada

O grande lance da cidade certamente é um local chamado Alhambra, que tem visitas limitadas por dia. Como só iríamos ficar dois dias na cidade compramos com antecedência pela internet.


O que é a Alhambra?! (isso é o que você deve estar se perguntando agora)

O nome quer dizer Castelo Vermelho (por conta da montanha onde foi construído). O palácio e sua fortaleza marcam a força da influência Islâmica na região, que é muito forte tanto na arte quanto na arquitetura.

O complexo inclui um forte, um palácio, uma casa de verão e os jardins mais lindos que nós podemos imaginar. Sem contar que é tudo cercado por um muro (mas isso eu só vi de longe).

O Alcázar é o palácio principal e foi construído com uma fortíssima influência moura entre os séculos XIV e XV.

Estou insistindo na questão da influência na arquitetura pela sensação que eu tive ao entrar no palácio. Fui automaticamente transportada para um mundo Islâmico e achei isso super interessante.

Sem dúvida esse local foi uma das coisas MENOS óbvias que eu já vi em toda a minha vida!

Ao terminarmos esse passeio que durou a manhã e o almoço inteiro fomos dar mais uma volta, afinal não é todo dia que faz um sol tão lindo em pleno inverno europeu. Após sairmos de lá pegamos um ônibus em direção a Albacín (antigo bairro mouro). O que mais impressionou foi que TODAS as casas são branquinhas e construídas em pequenas ruelas.

Ao chegarmos no topo do bairro (Acho que o local se chamava Mirador San Nicolas) vimos a Alhambra de longe, seus muros e a Sierra Nevada ao fundo. Aquela cena é algo que eu não quero que saia da minha memória nunca!

No fim daquele lindo dia fomos na Catedral da cidade e visitamos várias lojas como a Zara (enorme) e o El Corte Inglés!

No dia seguinte acordamos para ir na rodoviária comprar a passagem rumo a Sevilla para o dia seguinte e posteriormente rumo a Salamanca no outro dia. (sim, nosso tempo ficou super corrido)

Depois fomos a mais pontos turísticos, a um super mercado PARQUE de diversões para os amantes do chocolate e caminhamos MUITO pela cidade! Sem dúvida para nós, Granada se revelou uma jóia na Espanha!

Nesse dia jantamos e dormimos cedo! (também, né…cansada era pouco pra explicar!)

Esse post inicialmente era para incluir Toledo, Granada & Sevilla, mas para melhor aproveitamento da informação vou quebrar ele ao meio! Pode ser?!?!

Quer saber como foi a aventura de conhecer Sevilla em menos de 12 horas?! Aguarde as “cenas” do próximo capítulo!

Beijos



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